| |
| Body Stuff I've created this journal to share writings on issues related to my interests in physical activity, body image and sports. Since they are unrelated to my professional writing, I wanted a separate space. Subjects are somewhat random at this point - the under-recognized role of Physical Education in society, threats posed by stereotype driven thinking on body image, threats posed by politically correct thinking on body image, etc. Your comments are specially appreciated, since this is an exploratory enterprise. Entries are posted in Portuguese and/or English. | | Coisas sobre o Corpo Eu criei esse blog para partilhar idéias sobre questões relacionadas aos meus interesses em atividade física, imagem corporal e esportes. Uma vez que esse material não está relacionado à minha publicação profissional, eu queria um espaço separado. Os assuntos ainda são relativamente aleatórios - o papel mal reconhecido da Educação Física na sociedade, os riscos do pensamento estereotipado sobre a imagem corporal, os riscos do pensamento politicamente correto sobre a imagem corporal, etc. Seus comentários são particularmente bem-vindos, uma vez que essa é uma empreitada exploratória. Os textos estão em Português e/ou Inglês. |
Se você desejar receber notificações semanais sobre as atualizações deste blog e de outros blogs e colunas que eu mantenho, envie e-mail para marilia-coutinho@uol.com.br com o assunto “notificações”. Os blogs e colunas estão listados no site BodyStuff. Marilia BodyStuff  | |
|
| Este final de semana estive no Campeonato Mineiro / Copa Canhão em Cabo Verde, MG, organizado pelo atleta e professor Agostinho Melo. Lá tive oportunidade de examinar e observar o uso de camisas de supino variadas, mas predominantemente as da marca Canhão. Embora eu já conhecesse a marca, não havia ainda visto uma variedade grande de modelos e exemplares, produzidos em épocas diferentes. A marca tem alguns anos e, posso estar enganda, mas parece-me que as inovações tecnológicas mais marcantes foram introduzidas nos dois ou três últimos. É importante, em relação a esta fabricação, distinguir entre “modelo” e “exemplar”. O modelo se refere ao tipo de material, tipo de gola, abertura, número de camadas e outras características estruturais. No entanto, como diferente de outras marcas de camisa de supino, o corte, encaixe da manga e medidas são inteiramente customizadas. Não existem duas “T-Rex” idênticas, por exemplo. Para clarificar, faço uma comparação com as famosas e excelentes camisas Titan. Eu classifico as camisas Titan, cujos modelos testei todos, da seguinte forma: em primeiro lugar em termos de “permissividade de movimento” vem a Fury de 1 pano, descrita pelo fabricante como boa para qualquer estilo mas mais adequada ao supino sem arco (“flatbencher”). Em seguida temos a F6 (da qual existem vários sub-modelos), que é mais adequada ao atleta que executa um supino arqueado, embora ainda permita uma variação maior de angulações das articulações de cotovelo e ombro, bem como encaixe e ponto de contato com o corpo do atleta. Finalmente temos as Katanas – A/S para supinos arqueados e S/S para supinos sem arco. As Katanas, cujo material é mais consistente, possui um corte diferente, com uma torção de costura sob o triceps, que praticamente “força” o movimento do atleta. Uma outra descrição seria a de que ela favorece tão fortemente um determinado movimento e prejudica tanto qualquer outro que o atleta só pode tirar grande ou nenhum benefício do equipamento. Assim, a Titan tem “modelos”, e não “exemplares”. Ainda que o atleta encomende uma camisa sob medida, serão as medidas dele dentro do corte geral da camisa que escolher. A fabricação Canhão não funciona assim. Todas as camisas são encomendadas e feitas sob medida, mas não existem modelos no sentido descrito acima. Um mesmo modelo pode ser feito para um atleta de pegada aberta ou fechada, encaixe alto ou baixo, movimento triceptal ou com ênfase no deltoide, ondulação excêntrica/concêntrica com a articulação do cotovelo “fora-dentro” ou “dentro-fora”. Enfim: o molde é determinado pela mecânica do movimento de cada atleta específico. Assim, um flatbencher e um supinador arqueado podem, ambos, utilizar uma camisa de modelo T-Rex. No entanto, o molde utilizado para cada um variará. Não sei como isso é feito – não sou fabricante de equipamento e sim atleta e estudiosa dos levantamentos. Nessa qualidade, formei uma opinião muito positiva das camisas de fabricação Canhão, que competem bem com as importadas. A utilização de múltiplas camadas, feita também por fabricantes estrangeiros, no caso das camisas Canhão é, em alguns modelos, um mecanismo para gerar um tipo específico de resistência. Por incrível que possa parecer a alguém que não manipulou estes materiais, uma área de múltipla camada trelissada pode oferecer menos resistência e mais elasticidade do que uma única camada de NXG (tecido patenteado da Titan). Percebe-se assim que este fabricante nacional utiliza a criatividade com o material disponível e possível para criar o efeito mecânico de proteção e carry-over do qual o atleta de supino necessita. A maior novidade é uma nova camisa de duas camadas, de material novo, de boa resistência e leve. Fui informada pelo proprietário e criador da camisa, Rogério Canhão, que a empresa se prepara para lançar mais inovações no mercado de equipamentos de powerlifting. Aguardo com grande expectativa. [Observação: não sou atleta patrocindada da marca Canhão, uso camisas de todas as marcas e neste evento em particular usei uma camisa da marca Inzer]
Mais informações: http://www.canhaobenchpress.com/
Marilia Coutinho, Ph.D. CREF 059869-P/SP Currículo esportivo: http://www.athletebio.com/bra1963f1 http://www.bodystuff.org/curriculoesportivo.html | |
|
| Desde a semana passada estamos em reforma aqui. Tudo começou com um brotamento de água no quintal, suspeito de cano furado. Era. Cavando, apareceu uma conexão bizarra, aparentemente largada ali por algum prestador de serviço relapso, numa interpretação benigna, ou não, numa interpretação mais atenta. Metros além, um buraquinho. O buraquinho, pesquisado pelo Adalberto, mostrou ter pelo menos 3m de profundidade. Na área ao redor, rachaduras pelo chão, no muro e perigosamente na linha de um padaço ruido do chão da varanda. Urgentemente iniciou-se uma mega-operação de pesquisa e restauração. O que havia embaixo do “buraquinho” era uma enorme fossa de 3m de profundidade por 1,5m de diâmetro, não escorada. A terra em volta estava fofa até o muro, por um lado, e até a zona sob a casa, por outro. Foi escavada e escorada, até a área da casa, com cimento. Choveu. A chuva mostrou que o mesmo ou outro prestador de serviços passado, talvez o autor da fossa catastrófica e estúpidamente feita, havia deixado um cano (vindo do tal vazamento, e que parecia um encanamento “morto”) que coletava água de chuva e escoava para a tal fossa, contribuindo, por anos, para criar um solo umido, fofo e abrigo para vida silvestre (maligna). A chuva produziu as tradicionais goteiras que me causam pânico há muitos anos. Depois de muito estudo, a saída mais em conta mostrou-se ser colocar uma manta metálica sob o telhado, sobre o forro. O teto foi destelhado e revelou uma grossa camada de um pó preto. Esse pó é constituido por detritos variados, cadáveres de animais (insetos, aranhas, escorpiões, ratos, baratas, aves, etc) e principalmente fezes. Fezes de todos estes bichos. Diante disso, foi necessário varrer o detrito para fixação da manta. Como as goteiras por anos danificaram a madeira do forro, o encaixe delas é ausente em vários pontos, produzindo orifícios. O pó preto entrou pelos buracos e cobriu a casa toda. Imediatamente meus olhos começaram a arder, o nariz entupiu e tive reações do tipo sinusite. Durante três dias convivi com o pó ali dentro, talvez um pouco mais. Quando finalmente minha faxineira veio, avisada do que encontraria, com sua filha para ajudar, teve também reações alérgicas no momento. Depois disso, alguns dias passados, tive uma forte diarréia com febre, semelhante à virose incompreensível que havia tido umas duas semanas antes. A faxineira teve outros sintomas: bronquite asmática, dores de cabeça e febre. No hospital, deram-lhe inalação. O coelho que morava comigo está morrendo de uma lesão neurológica que fez com que perdesse a orientação. As veterinárias suspeitam de fungos. Pesquisei, e trata-se de crytococcosis ou coccidiomycosis no caso do coelho. Tenho muito medo que também no caso da minha faxineira e sua família e estou tomando providências. Elas dizem que agora estão bem, mas a infecção por estes fungos pode ser letal. No meu caso, pesquisei todos os sintomas e não deve ser fungo. O que não quer dizer que não seja uma zoonose da mesma origem: os detritos do forro. Desde a primeira doença, há 3 semanas, a origem pode ser essa. Afinal, o forro está danificado e cheio de orifícios há anos, e por eles escorrem, a cada chuva, um líquido destilado dos detritos contaminados. Os trabalhadores também passaram mal. Alguns tiveram problemas respiratórios, outros diarréia. Esta semana faremos a mesma operação para colocar a manta do outro lado do teto da casa, maior. Estou tomando providências para proteger a saúde dos trabalhadores, do pessoal de limpeza e eu mesma vou sair da casa pelos dias em que os trabalhos forem feitos. Me ocorreu que meu horror histórico à chuva tenha sido, em parte, uma imprecisa percepção desta contaminação permanente. Um dia um amigo me perguntou o que exatamente eu sentia em relação à chuva. Eu respondi: que é um banho de esgoto. Esgoto caindo do céu. De fato, dentro da minha casa chovia esgoto. Da pior espécie. Por anos chamei gente para resolver esse problema, sem nenhum sucesso. Pensando nos componentes dos detritos, são um raro material para aquelas poções terríveis que vemos em livros e filmes de terror. Aos quais o bruxo só tem acesso por malignos poderes. Chuva do mal. Finalmente acabou.
| |
|
| Desde a virose extra-terrestre de três semanas atrás, minha fome e meu paladar mudaram. Às vezes em menos de 3h, lá vem ela. Vem do nada, como um ovo meteórico do céu e estala-se no meu cérebro: FOME. A partir daí, nada funciona até que eu me alimente. E precisa ser rápido, movido a uma urgência que contém algum risco. Risco do que? Uma hipoglicemia? Às vezes. Parece meu computador quando o triângulo amarelo anuncia o fim da bateria. Quando a fome é de comida salgada, o que funciona são as sopas de baixíssima gordura, feitas com peito de frango ou com patinho moído. O que aconetceu com minha fissura por contra-filé e picanha? Não sei... Hipoglicemias Não importa o quanto carbo de baixo índice glicêmico antes do treino eu consuma: elas têm vindo. Num certo momento, uma tontura, uma sensação subjetiva repentina de muito esforço ou uma fadiga grande a anunciam: hipoglicemia. Investigamos tudo: exames normais. | |
|
| ATENÇÃO: ESTE É UM PRIMEIRO POST NO ASSUNTO E TODOS OS COMENTÁRIOS E SUGESTÕES ADICIONAIS SÃO MUITO BEM-VINDOS. COMENTE O QUE QUISER, FATOS OBSERVADOS E PERGUNTAS. TUDO ISSO VAI NOS AJUDAR A PRODUZIR UM GUIA DE MAIOR UTILIDADE PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO PRATICANTE DE MUSCULAÇÃO. 1. A GAIOLA (power rack). Na verdade, ela deveria entrar como sub-ítem no ítem abaixo. Dada a importância dos riscos que seu uso representa, destaco-a: a. Não deve haver ESPELHO perto ou atrás de uma gaiola. O espelho distrai os usuários que pretendem fazer agachamento, proporcionando uma postura errada e perigosa, com excessiva inclinação do tronco para frente (pois o praticante não resiste a se observar), aumento do torque na articulação dos joelhos, com consequente stress lesivo, além do óbvio risco de queda. b. O outro motivo é que o espelho atrai mulheres despreparadas que se colocam perigosamente próximas da gaiola, esteja ela em uso ou aguardando para ser usada (todo equipamento está potencialmente aguadando praticantes). As proximidades da gaiola NÃO SÃO LUGAR PARA AUTO-OBSERVAÇÃO, pois a pessoa transgride ao mesmo tempo todas as normas de segurança: posiciona-se próxima demais do equipamento, não presta atenção na barra e pesos que podem ferí-la e atrapalha o treino de quem usa o equipamento. c. É procedimento de segurança que haja uma área LIVRE em torno de um power rack. Eu recomendo que seja de no mínimo 1m. d. A espada da gaiola não é apoio para alongamento. Para isso, existe outra área própria para isso. e. Deve haver um pequeno cartaz explicando procedimentos de segurança e alertando para o comportamento adequado na proximidade ou dentro da gaiola. Ninguém é obrigado a saber estas coisas. O cartaz poderia conter alguma variação dos seguintes dizeres: “Atenção: a gaiola ou power-rack é um equipamento reservado para exercícios de forma livre com barra e anilhas carregadas. Não permaneça nas proximidades da gaiola enquanto estiver sendo utilizada. Guarde uma distância de no mínimo 1m das bordas. Não circule por perto enquanto estiver sendo utilizada. Não fale com o praticante que esteja utilizando a gaiola. Não use a gaiola para outros objetivos.” Pode-se melhorar este texto sem prejuízo da mensagem. 2. Os equipamentos de suporte para uso de barras carregadas. A gaiola é um deles e acabo de comentar. Os outros são os bancos de supino e os suportes para desenvolvimento. Regras básicas: a. Não circular em torno do equipamento quando em uso ou em preparação para o uso: isso distrai o praticante levantando o peso, gerando risco para ele, e expõe a pessoa que circula a lesões por trauma caso a barra em movimento a golpeie ou uma anilha acidentalmente caia em seus pés (já vi isso tantas vezes que perdi a conta). b. Utilizar sempre as espadas de segurança laterais quando presentes (na gaiola ou suportes para desenvolvimento, por exemplo). São elas que proporcionam a segurança do praticante caso ocorra falha concêntrica ou desequilíbrio. c. O supino não deve ser executado sem um mínimo de supervisão, mesmo em cargas relativamente administráveis. Os piores acidentes ocorrem por descuido, por atos insensatos de demonstração de força além do potencial real do praticante e por técnica errada. É recomendável que o praticante peça para alguém pelo menos olhá-lo, se sentir muita segurança, e de fato “spot” o movimento, caso a carga seja maior. “Spotting” não quer dizer fazer terra ou rosca direta enquanto o amigo faz supino, e sim acompanhar, SEM TOCAR, a barra de maneira que esta possa ser agarrada numa eventual falha concêntrica. d. A elaboração de um cartaz com normas de segurança também é recomendável. 3. Os dumbells. Hoje os dumbells são objeto do maior número de reclamações entre muitos praticantes. Destaco os problemas em ordem de importância: a. Uso inadequado. Alguns praticantes arremessam dumbells leves no chão. Além dos problemas que descrevo a seguir, este comportamento reflete questões psico-sociais que não faço idéia de como abordar, pois, quando me mostraram um praticante jogando um peso de 14kg no chão, percebi que era um homem, cerca de 25 anos, aparentemente irritado e muito consciente dos arredores. Parece fundamentada a interpretação dos professores de que estes praticantes emulam o comportamento dos atletas de bodybuilding que NÃO ARREMESSAM, mas sofrem falha concêntrica com pesos muito altos, os quais caem de suas mãos. Infelizmente, isto está provocando a perda, por dano, de dumbells de extrema utilidade: os de 12kg, 14kg e 16kg. Gostaria de chamar atenção para o fato de que os dumbells com recartilho são os melhores que já utilizei até hoje e sua substituição por dumbells de barra emborrachada é lamentável. O recartilho permite uma pegada muito mais segura e firme, com melhor qualidade do treino. Assim, seria importante orientar os praticantes quanto ao uso adequado destes equipamentos. Principalmente para o fato de que eles JAMAIS DEVEM SER ARREMESSADOS, até porque, sendo leves, ricocheteiam e podem facilmente ferir outro praticante. b. Dumbells largados no chão. Muitas pessoas já machucaram o pé e tropeçaram neles. Tropeçar na área de dumbells é bastante arriscado, pois a queda pode envolver bater a cabeça ou outras parte do corpo em barras e outros dumbells, provocando lesões sérias. c. Dumbells fora da ordem. Não é exatamente um problema de segurança, mas é um grande transtorno para todos os praticantes, além de origem de conflitos. d. Dumbells sem o rótulo numérico de peso. Esse é um problema de segurança. Os dumbells são muito parecidos. Eu mesma não sei diferenciar entre um de 22kg, 24kg, 26kg ou 28kg. No entanto, se o praticante pretende fazer 8 repetições com 24kg e está utilizando inadvertidamente um dumbell de 28kg, sente-o pesado mas, confuso, insiste num movimento com técnica inadequada, pode facilmente machucar-se. 4. As máquinas de polia. Da mesma forma que dumbells JAMAIS devem ser arremessados, movimentos com polia JAMAIS devem ser descontinuados no final da fase concêntrica, “largando” o suporte e permitindo que os tijolos de aço despenquem. O cabo é de aço, não de adamantium, e quebra. Quando um cabo de aço de um cross-over quebra, o transtorno na sala de musculação é incalculável. O problema de segurança nesse caso é que muitas vezes largar o suporte na fase concêntrica provoca “tranco”, tranco este que pode ocasionar dano articular. O tranco é muito maior se o cabo quebrar durante a fase concêntrica, o que já vi acontecer várias vezes e já ocorreu comigo (em outra academia). Minha recomendação é que os usuários sejam instruidos a não largar os suportes de polia e evitar que os tijolos despenquem. Todas estas recomendações visam prevenir acidentes, preservar equipamento de uso coletivo e também evitar conflitos desnecessários. Barulho de metal contra metal é inevitável e até saudável, desde que seja resultado do uso SEGURO dos equipamentos. Reprimir, como se fazia no passado, o carregamento “barulhento” de barras por usuários mais fortes ou o som de barras batendo em espadas de gaiola é INSEGURO, pois pode distrair o praticante e forçá-lo a um movimento excêntrico com sobrecarga que seja lesiva. Assim: BARULHO NÃO É PROBLEMA em si – é problema se for resultado de uso inadequado de equipamento. Na minha opinião, um pequeno guia de segurança na sala de musculação poderia ser distribuido sem nenhum custo absurdo para uma academia. | |
|
| Dia 9 de maio vou oferecer, na UNIFIEO, um curso bem curto, uma espécie de aperitivo apenas, sobre as questões que vêm sendo debatidas tanto no meu site, blog, como no Portal da Educação Física. Detalhes sobre inscrições e horário estão aqui, ou abaixo deste texto. Para quem tem acompanhado minha reflexão sobre alienação corporal, força e gênero e especificidades da mulher na sua apropriação do corpo, será uma oportunidade para fazer perguntas e sugerir novos rumos. Educação, para mim, só faz sentido se for uma rua de duas mãos. Por outro lado, minha recente colaboração com Walter Krause Neto deu outra diversidade e profundidade a este trabalho, gerando uma nova abordagem. Walter é educador físico e tem se dedicado, nos últimos anos, a pesquisar as evidências na literatura que contestam os velhos paradigmas e também a colocar em prática a perspectiva sobre treinamento que temos em comum. Como professore e personal trainer, Walter tem tido resultado muito promissor com suas próprias alunas. Este curso do dia 9 de maio é apenas uma introdução para outras atividades que planejamos durante o ano, que incluem mais cursos presenciais e online, bem como a preparação de nosso livro. Aguardamos vocês lá com perguntas, sugestões e, principalmente, com idéias para debater. TREINAMENTO DE FORÇA PARA MULHERES Turma: 20/09 Duração: 4 horas Data: 09/05/2009 Aulas: Sábado, das 11:45h às 15:45h Inscrições: até 30/05/2009 Endereço: UNIFIEO - Campus Vila Yara - Av. Franz Voegeli, 300 - CEP 06020-190 - Vila Yara - Osasco – SP Valor do curso: R$ 40.00 Inscrição até: 30/05/2009 ONLINE: http://www.unifieo.br/extensao/index.php Informações: 3651.9919 (das 7h30 às 13h) ou 3651.9924 (das 13h às 22h) ou encaminhe um e-mail para: proextecultura@unifieo.br - Tags:alienação corporal, curso, curso de extensão, educação continuada, educação física, gênero, marilia coutinho, mulher, treinamento de força, treinamento para mulheres, walter krause neto
| |
|
|
Na quinta e sexta da semana anterior, dias 26 e 27 de março, fiz os testes de carga que comprovaram a eficácia do modelo de periodização que adotamos. No sábado rolou uma festa para o meu aniversário, onde houve algum stress de convívio familiar e tomei vinho. Não muito, mas algum. No domingo, em que já não me sentia muito bem, com o nariz especialmente entupido, houve mais uma ocasião de algum stress. De noite, já sentia sinais de sinusite e mal-estar. Seguiu-se a isso uma das mais estranhas viroses que já tive. Não houve febre, mas dores articulares fortes. Muita tontura, mal-estar forte e sinusite. Como era um período confuso de trabalho e especialmente de relações de trabalho, e sem a rotina do treino, acabei negligenciando minha alimentação e suplementação. O resultado foi um desastre de grandes proporções. Perdi 4kg de músculo e ganhei “algo”, segundo meu médico, água. No total foram 2,5kgs perdidos. Meu volume muscular nos membros superiores reduziu-se visivelmente. É até um pouco incômodo ouvir de todos os amigos que eu murchei e estou abatida. O pior problema, além da óbvia perda de força (a sensação é a de que os músculos são feitos de isopor), é que os equipamentos estão frouxos. Portanto, o efeito deles é menor e diferente. Lições a aprender, que incluem a vulnerabilidade especial da massa magra dos atletas a gripes e à nossa própria negligência... | |
|
|
Hoje foi realizada a Assembléia de Fundação da Aliança Nacional da Força. Nela foi cumprida a pauta de leitura e aprovação do estatuto, eleição da diretoria e do Conselho Fiscal. Ainda não tenho a sensação de “dia histórico dos esportes de força no Brasil”. Foi muito trabalho e acredito que só tenhamos a dimensão do que foi feito mais tarde. Apesar de todos chegarem na hora certa, tudo demorou mais do que esperávamos. Em primeiro lugar, a impressora era nova, não funcionou no note com Vista, teve que ser instalada no outro computador da rede com XP. Por causa disso, o texto mudou de formatação de página quando foi aberto na outra máquina. Mais trabalho. Stevie e Franck lutando com a impressora, eu e Julio corrigindo a Ata e o termo de posse. Em segundo, apesar do estatuto ter tido 11 versões diferentes, milhares de correções e 3 advogados diferentes lendo e re-lendo, achamos inúmeros pequenos erros de digitação, palavras faltando e inconsistências. Se não tivessemos seguido à risca as recomendações do Carlos e lido o Estatuto de cabo a rabo, teria sido catastrófico, pois reunir todos os fundadores e seus procuradores foi uma epopéia. Sobrou uma pilha de papel impresso para jogar fora (rascunho). Mesmo corrigindo na tela, depois de impresso achamos mais problemas. No Estatudo, na Ata de Fundação e no Termo de Posse. É incrível: erros de texto parecem ter vida própria, ficam dormentes e se manifestam só quando você está com pressa ou acabou de imprimir o material. Os procuradores, naturalmente, estavam cansados: uma era mãe de um dos diretores, a outra era minha sobrinha e outra era uma amiga do grupo. Hoje é véspera de Páscoa. Todos têm afazeres familiares. Tínhamos um bebê humano e um bebê cão dentro da casa – um dormindo e outro roendo mais ou menos tudo. Nesse clima caótico, acho que é normal que a sensação no momento seja de um certo alívio e perplexidade: ok, cumprimos esta parte da maratona. Ufa. E agora? Agora tem uma pilha de burocracia para cuidar. Não deu ainda para parar, respirar e interiorizar a certeza de que conseguimos concretizar mais que um plano, mas um sonho que vem rastejando pelas mentes de tantos atletas e amantes do powerlifting há anos. Criamos uma entidade séria, com a perspectiva concreta de implementar projetos socialmente relevantes, ligada a entidades internacionais sérias e idôneas e confiamos uns nos outros. Depois de dormir e organizar idéias e sensações, acho que teremos uma noção melhor disso tudo. Mas que foi indescritível ver os documentos todos impressos, prontos e assinados por 10 pessoas, isso foi... Leia um pouco sobre a gente em http://ww.anf-powerlifting.org . Ainda tem pouco conteúdo, mas já é um começo. | |
|
| |