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Na hora em que o neo-stalinismo hiper-regulamentatório lhe pegar, não reclame... decepção com meus amigos não-atletas

Há semanas venho divulgando, junto com mais meia dúzia de algumas dezenas que entendeu o perigo, a medida que a ANVISA pretende tomar quanto aos suplementos nutricionais para atividade física. Na prática, como já expliquei, essa medida vai proibir a venda livre destes produtos, destruir a incipiente indústria de suplementação brasileira e fechar as lojas de suplementos. Os desdobramentos sombrios desta medida serão um forte impacto negativo sobre o esporte brasileiro, já que boa parte dos atletas pertence a segmentos desfavorecidos da população e não terá recursos para pagar consultas mensais a um nutricionista e obter uma receita para a compra dos suplementos.

Já destrinchei com cuidado os interesses que impulsionaram as iniciativas desta medida e que amalgamaram as forças predatórias ora em conluio: os oportunistas e corruptos do governo, o lobby das farmácias e possivelmente a indústria farmacêutica.

O engraçado é que a resposta que tive por parte dos inúmeros amigos que tenho na imprensa, no governo e nas universidades foi ZERO. Os mesmos que reagem e me procuram quando escrevo que minha cadela comeu uma rosa branca, sobre as ironias do mal-atendimento no comércio paulistano ou sobre – opa!!! – homofobia ou racismo.

Amigos, vocês só pensam que essa é uma conversa de atleta e de “bombado”. O prenconceito de vocês não permitiu que lessem o argumento político que expus com toda a clareza, só que dentro do meu contexto. Preconceito este que faz com que vocês separem as personas e aceitem só o quem vem da Marilia intelectual, portadora de Ph.Phoda, irônica comentadora da falência da inovação nas ciências sociais, que senta em lugares cool, toma vinho importado, aguenta o cigarro dos companheiros e companheiras de vocês e faz vocês rirem com sarcasmo e “wit”. Meu esporte é uma “excentricidade”, assim como minha estética andrógina e musculosa;  o que escrevo sobre a hipocrisia e preconceitos corporais só é lido se espelha os sedentários em degeneração e, sinto informá-los, a maioria de vocês não foi muito diferente dos burocratas do PT que portam a mesma alienação.

O pior mesmo foi perceber que não caiu a ficha, para nenhum de vocês, que a fúria regulamentatória agora se abateu sobre nós, atletas e praticantes de atividade física (que deveríamos ser ordens de grandeza mais numerosos pelo bem da saúde pública). Cedo ou tarde, vai se abater sobre cada um de vocês, sob a forma de extorsivas leis de trânsito, regulamentações profissionais e outras sacanagens oficiais.

Acordem – solidariedade só conta se juntar os diferentes. Os iguais já são iguais... E se fodem juntos.

 

 

13th-Dec-2008 07:10 pm - "Maria Cecília" who??
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Maria Cecília Martins Brito, que ocupa o cargo de diretora da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/institucional/anvisa/quem.htm - procure em “Diretoria Colegiada – DICOL”), declarou que ”.“A evolução do conhecimento científico sobre nutrição indica que esses alimentos devem ser consumidos apenas por pessoas que pratiquem exercício físico de alta intensidade, com o objetivo de rendimento esportivo ou de competição” (http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/141108.htm ).

Vejam a descrição introdutória do currículo Lattes de Maria Cecília: “possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Goiás (1981) , graduação em Farmácia Bioquímica Mod Análises Clínicas pela Universidade Federal de Goiás (1984) e especialização em Curso de Especialização Em Saúde Pública pela Universidade de Ribeirão Preto (1991) . Atualmente é Servidor público ou celetista do Governo do Estado de Goiás” (http://lattes.cnpq.br/1987871323561892 ).

Ao contrário de inúmeros de nós, que jamais fomos consultados sobre a barbaridade contida na Consulta Pública no. 60 (http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP%5B24416-1-0%5D.PDF ), esta senhora sequer mestrado possui. Assim, quais credenciais tem ela para afirmar qualquer coisa sobre a evolução do conhecimento científico sobre nutrição? O mais ofensivo na atitude da ANVISA é que sejamos confrontados por alguém que não tem:

  1. legitimidade científica (tendo uma formação acadêmica mínima)
  2. legitimidade profissional (não sendo sequer nutricionista)
  3. legitimidade profissional de novo (não entendendo nada sobre esportes ou atividade física, pois não possui CREF)

Chega das formas variadas de autoritarismo fascista, estalinista e suas variantes que no fim se encontram! É preciso por um bridão na boca dos medíocres investidos de poder ilegítimo, exercendo violência sobre os qualificados para tomar decisões e sobre a população indefesa!!

 

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http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/141108.htm

http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP%5B24416-1-0%5D.PDF

cp60.alimentos@anvisa.gov.br

A todos os atletas e amantes do esporte: a ANVISA deliberou sobre uma “consulta pública” de pobre divulgação a partir da qual pretende, na prática, proibir a disponibilização de suplementos esportivos a todos aqueles que não tenham GRANA para pagar consultas médicas ou com nutricionistas e obter uma prescrição – prescrição esta indicada somente para atletas de alto rendimento, segundo o governo. Leiam a notícia e a íntegra da consulta, acima. A “regulamentação” proposta, na prática:

1.       Inviabiliza o consumo legal de suplementos esportivos pela imensa maioria dos atletas, que, como sabemos, não têm recursos para pagar consultas e obter prescrições para suplementos

2.       Destrói um setor importante do nosso mercado, que é o do comércio de suplementos esportivos. Poucas lojas de suplementos terão condições de se manter em funcionamento vendendo produtos apenas para os portadores de receitas

O argumento da nutricionista Marcia Cecília de Brito, quanto a ausência de comprovação científica para a eficácia dos suplementos esportivos e o benefício que oferecem a praticantes de atividade física em geral é ofensivo (e idiota). É de se perguntar onde tal profissional obteve seu diploma e se já ouviu falar de bases de dados como PubMed ou Medline. Uma simples consulta com termos de busca como “branched chain amino acids” + “hiv” ou + “aging” acaba com qualquer dúvida que possa existir quanto à importância destes suplementos para além do esporte (e obviamente para o atleta). O mesmo se pode fazer com “whey protein” e outros suplementos.

Levado ao extremo, o argumento da ANVISA deverá requerer uma prescrição de nutricionista ou médico para ser apresentada ao dono da quitanda, já que o consumo de alimentos deve ser feito sob a tutela credenciada de profissionais organizados em corporações.

Naturalmente, não é disso que se trata, pois os reais objetivos por trás da medida são de outra natureza: trata-se da luta de interesses poderosos como o das redes de farmácias, indústria farmacêutica, corporações profissionais e, naturalmente, a corrupção governamental de sempre.

É hora de nos unirmos para protestar contra mais este ato de autoritarismo dos pequenos e grandes burocratas que, aposto meu diploma e credenciais no que digo, não têm o menor respaldo científico para seus atos.

 

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